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( Coluna do Erly ) Campinas revive dias de ‘capital do futebol’ com Guarani e Ponte em alta

Por:Brasiltvsblogspot on segunda-feira, 23 de abril de 2012 | 14:48:00

Nas semifinais do Paulistão, Bugre e Macaca voltam a fazer um dérbi com caráter decisivo após 31 anos. Clima é de euforia na cidade

Por Heitor Esmeriz Campinas, SP
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Dérbi. Sem sombra de dúvidas, esta palavra será uma das mais ouvidas em Campinas ao longo desta semana. Não à toa. No próximo domingo, pelas semifinais do Paulistão, Guarani e Ponte Preta farão o clássico campineiro mais importante do século. As camisas dos times, rodinhas de conversa sobre o assunto espalhadas pelas ruas da cidade e manchetes de jornais na manhã desta segunda-feira dão o tom do clima na cidade para os próximos dias.
Foi pela categoria de Renato Cajá e Fumagalli, pelos gols de Roger e Bruno Mendes e pela raça de Domingos e João Paulo Silva e raça que Bugre e Macaca recolocaram o futebol campineiro em evidência nacional após um longo período. É uma volta no tempo, mais precisamente para o fim da década de 70 e o começo dos anos 80, quando a cidade era conhecida como a ‘capital do futebol’. Pelo menos até domingo, o rótulo poderá ser lembrado novamente.
Clima de euforia toma conta de Campinas para o dérbi (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Clima de euforia toma conta de Campinas para o dérbi (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
O orgulho está nas palavras dos torcedores. Não era difícil encontrar pela 13 de Maio, a rua mais popular da cidade, comentários sobre a semifinal campineira. Enquanto esperava a abertura da loja na qual trabalha, o vendedor Bruno Mathias aproveitava para mostrar a camisa da Macaca e relembrar o feito do último domingo, quando a Ponte bateu o Corinthians, por 3 a 2, no Pacaembu.
- Campinas vai parar. Não tem como falar de outra coisa. É o que todos sonhavam. A cidade vai ferver até o fim de semana – afirmou Mathias, enquanto aproveitava para tirar onda com corintianos que passavam pelo local.
Campinas está de parabéns. Campinas voltou a ser reconhecida como uma grande capital do futebol "
Vadão
A poucos metros dali, o bugrino Luiz Rodrigo tinha comportamento semelhante. Empolgado com a volta por cima do Guarani, que saiu da crise no fim de 2011, com salários atrasados, para eliminar o Palmeiras nas quartas de final, com vitória em casa por 3 a 2, ele não escondeu a ansiedade para o dérbi da semifinal chegue logo.
- Eu sempre ando com a camisa do Guarani, ganhando ou perdendo. Agora, então, ainda mais. Eu já encontrei com pontepretanos por aí. Nós trocamos os parabéns. Está todo mundo satisfeito com o sucesso dos times – afirmou o call center.
E se tem um lugar onde o papo rola solto sobre futebol é na banca de jornal. Daniel Cruz, proprietário de um dos pontos mais movimentos da 13 de Maio, sabe que muita gente visitará sua banca disposta a consumir o dérbi. Cruz está pronto para isso. Aliás, é um representante do período de ouro do futebol campineiro e lembra-se bem dos tempos em que a presença de Guarani e Ponte entre os grandes era frequente.
- Os dois tinham grandes times. O Guarani foi campeão brasileiro em 1978, com uma equipe cheia de craques, entre eles Zenon e Careca, enquanto que a Ponte sempre chegava às finais do Paulistão. Tudo isso será revivido agora. A partir de terça, quarta-feira, só vai se falar nisso em Campinas. Passa aqui de novo para você ver – brincou o comerciante.
A última vez que os rivais fizeram um dérbi com caráter decisivo foi em 1981, na final do primeiro turno do estadual. Na oportunidade, a Macaca levou a melhor após empate por 1 a 1 no jogo da ida, no Brinco de Ouro, e vitória por 3 a 2, no Majestoso, na partida em que ficou marcada pela falha de do goleiro Birigui, do Bugre, que tentou impedir um escanteio, mas deixou a bola nos pés para Serginho fazer o segundo gol alvinegro.
Desde então, o sucesso de um era o fracasso de outro, na gangorra do futebol campineiro. O Guarani foi à final do Paulista em 1988, mas perdeu para o Corinthians. Àquela altura, a Macaca disputava a segunda divisão estadual. Em contrapartida, um ano depois de a Ponte chegar à final do Paulistão em 2008, quando foi derrotada pelo Palmeiras, o Guarani era rebaixado à Série A2. Agora, só um deles seguirá em busca pelo título inédito.
Será o segundo encontro entre as equipes no ano. No primeiro, chamado de ‘dérbi centenário’ por conta de ter sido disputado em 24 de março, exatamente no dia em que foi realizada a primeira partida entre Guarani e Ponte, em 1912, houve empate por 1 a 1, no Majestoso (assista aos gols da partida). Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Guarani tem o direito do mando de campo.
A dúvida fica em cima da presença das duas torcidas no Brinco de Ouro. O presidente do Bugre, Marcelo Mingone, defende a tese de torcida única, enquanto que Márcio Della Volpe, mandatário da Macaca, espera que os pontepretanos também possa assistir à partida. Polêmica à parte, o sentimento que prevalece é o de satisfação.
- Eu acho que Campinas está de parabéns. A Ponte fez um belo jogo com o Corinthians, venceu fora de casa, e um dérbi vai definir um dos finalistas do Paulistão. Então, eu acho que não só o Guarani, mas Campinas voltou a ser reconhecida como uma grande capital do futebol – afirmou o técnico do Guarani, Oswaldo Alvarez, que também já passou pela Ponte.
Quem não gosta de futebol, é bom se preparar. Só vai se falar nisso nesta semana em Campinas. O dérbi do século vem aí.
Jogadores de Guarani e Ponte comemoram vaga (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Jogadores de Guarani e Ponte comemoram vaga (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
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